Miguel Sousa Soares escreve sobre as estruturas de poder que moldam o futuro da Europa antes de chegarem às notícias.
Ensaios, artigos e intervenções sobre o poder que se exerce antes de se anunciar.
Sextas-feiras, 14h30,
na NOW.
Um espaço fixo sobre inteligência artificial: o que a semana mudou e o que isso muda na vida de cada um de nós. Poucos temas, explicados até ao fim.

Quem paga a conta da inteligência artificial
O Saldo Não É a Obra
Gastar, construir, entregar. Em 2025, as contas públicas superaram a meta e os ministérios investiram dois terços do que prometeram. E no programa criado para dar casa a quem não a pode pagar, a meta deixou de contar casas entregues.
Um Orçamento diz o que um país quer. Uma Conta diz o que um país fez com o que queria.
A Conta de 2025 tem centenas de páginas. Falta-lhe uma.
O Porto Cabe em 26 Metros Quadrados
No Porto, o agregado a meio da tabela de rendimentos ganha para comprar 26 metros quadrados de casa. Em Bragança, com quase o mesmo dinheiro, compra 82. O Norte não tem um problema de habitação. Tem dois.
No litoral falta casa. No interior faltou quem ficasse.
Ler o artigoO Preço de Ficar
Em menos de três anos, o crédito à habitação passou de um decréscimo a um crescimento de 11% ao ano. O nível da dívida ainda não assusta. A direção, sim. E o que falta ao país não é crédito. É casa.
O rendimento é o mesmo. O país não.
Ler o ensaioO Fornecedor Que Apita
O gás americano ajudou a Europa a sair da dependência russa. Mas quem vende a alternativa também escreve as regras, e ainda não disse se a União Europeia conta como um país ou como vinte e sete.
Ler o ensaioO Que o Botão Não Apaga
O botão desliga a máquina. Não apaga o que ela foi contar lá fora.
Ler o artigoQuando Deixarmos de Ser a Inteligência Superior
Como se controla, para sempre, algo mais inteligente do que nós? Controlar exige prever. E o menor não pode conter o maior.
Ler o ensaioO Que Será de Nós?
Em 1914, Henry Ford percebeu que uma fábrica não podia tratar o homem que a fazia funcionar apenas como custo. Durante um século, salário, consumo e Estado fecharam um circuito. A inteligência artificial pode desligá-lo, e ainda mal começámos a preparar o que vem a seguir.
Ler o ensaioA Europa decide muitas vezes
no momento em que julga
não estar a decidir nada.
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